Minha mãe e minha avó eram muito religiosas e escolheram para mim o nome de uma santa "Terezinha". No entanto cabia ao pai a função de ir até o cartório registrar os filhos. No momento do registro, meu pai mudou meu nome par Leila, talvez pela fama da atriz Leila Diniz. (http://educacao.uol.com.br/biografias/leila-diniz.jhtm) Invejada e criticada pela sociedade conservadora da época, a atriz escandalizou essa mesma sociedade exibindo sua gravidez de biquíni na praia. Isso era impensável para a mulher grávida que jamais mostrava sua barriga. Muitas vezes nem os filhos mais velhos sabiam da gravidez da mãe. Não era assunto para crianças. E elas, as crianças, acreditavam em Papai Noel assim como acreditavam que as cegonhas traziam os bebês.
Mas, voltando ao meu registro, meu pai, para não desagradar minha mãe nem minha avó, acrescentou ao meu nome outra santa. Assim fiquei sendo Maria Leila.
Este blog teve início com a leitura do livro Transplante de Menina de Tatiana Belinky. Conforme fui lendo, fui me lembrando da minha infância e veio uma enorme vontade de escrever sobre tudo. Assim surgiram os textos deste blog.
domingo, 21 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Meu nascimento
Minha mãe já tinha três filhos "homens" quando ficou grávida de mim. Ela conta que, desde sua segunda gestação, esperava por uma menina que só chegou na quarta gravidez. Naquela época, 1964, em Ribeirão Grande, cidade rural do interior de São Paulo, não havia ultrassonografia, sequer as mães faziam pré-natal para assegurar-se de que tudo estava bem com ela e com o bebê. É por isso que se dizia que a mulher grávida tinha um "pé na cova", pois eram muitas as mortes tanto das mães quanto dos bebês durante a gestação ou durante o parto que era feito em casa, por parteiras. Então, o sexo do bebê era um segredo só revelado no momento do parto.Foi em 20 de janeiro de 1964 que o segredo foi revelado e eu vim ao mundo trazendo alegria para minha família de maioria masculina. Agora éramos três mulheres: minha avó paterna que sempre morou com meus pais, minha mãe e eu.
Hoje somos sete irmãos. Os homens ainda predominam. São quatro.
Minha família reunida é sempre uma festa. É muita conversa, muita risada, muita diversão.
Origem deste blog
Este blog teve início com a leitura do livro Transplante de Menina de Tatiana Belinky.Foi assim: comecei a ler este livro para meus alunos da 7ª série (8ºano) e propus que cada aluno escrevesse textos de memória e disse-lhes que eu também escreveria alguns. Quem quisesse, poderia ler seus textos para a classe, conforme fosse escrevendo. Eu me propus a escrever também as minhas memórias e também leria em classe para que eles conhecessem um pouco da minha infância. Assim começou a escrita dos textos deste blog.
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